REDUÇÃO DA JORNADA ENTRA NA PAUTA DA COMISSÃO DO TRABALHO

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O presidente da Comissão de Trabalho, de Administração e Serviço Público, deputado Pedro Fernandes (PTB-MA), anunciou que os projetos que reduzem a jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais irão entrar na pauta da comissão na próxima quarta-feira (26). O deputado, no entanto, acredita que o texto não será votado neste dia, oportunidade em que os parlamentares deverão pedir vistas.

Nem bem o assunto voltou a ser debatido, setores do empresariado já ligaram a vitrola de que a redução da jornada iria aumentar o custo da produção, fato que seria extremamente negativo no momento atual.

Sabemos que essa alegação sempre será utilizada. Como afirmei no início do ano na Câmara, só o patronato e o meio financeiro têm ganhado nos últimos anos. Durante a década de 20, quando se discutia a implementação de férias no Brasil, os capitães da indústria diziam: ‘não pode haver férias no Brasil porque, se não, o trabalhador vai ficar na sua casa, vai beber, vai bater na mulher, vai acabar com a vida familiar. Não devemos dar esse direito aos trabalhadores’. A história mostrou que não é nada disso, e a questão psicossomática, que necessário se faz, a cada período de trabalho, férias.

A mesma coisa ocorre com a jornada de trabalho hoje. Vamos ouvir sempre os que representam a indústria, o comércio e o mundo financeiro dizerem que não devemos reduzir a jornada de trabalho porque isso gerará desemprego.

No momento atual, a redução de jornada é ainda mais necessária. Precisamos gerar emprego, fazer com que o trabalhador tenha dinheiro no bolso para consumir no mercado interno. Mais emprego, mais financiamento público em obras de infra-estrutura, menos juros e mais crédito para a indústria compõem o melhor remédio para qualquer crise.

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