DIA 19 - ATO EM REPÚDIO AOS JUROS ALTOS, EM FRENTE AO BANCO CENTRAL EM BRASÍLIA

A Coordenação dos Movimentos Sociais (CMS), que reúne entidades de trabalhadores, do movimento negro, de mulheres, de estudantes, entre outras, está organizando uma ampla manifestação para o próximo dia 19, em Brasília, em repúdio à política de juros altos do Banco Central. Com a palavra de ordem “Menos juros, mais desenvolvimento”, os movimentos que já vinham preparando o ato, intensificaram a convocação após a última decisão do Copom (Comitê de Política Monetária) de aumentar os juros em 0,5 ponto percentual.
Na última quinta-feira, os líderes da CGTB, CUT, CTB, MST, UNE, UBES, Marcha Mundial de Mulheres e Unegro, reuniram-se em São Paulo para detalhar o ato, que será realizado em frente à sede do Banco Central.
No encontro em São Paulo, a CMS também lançou um manifesto dos movimentos sociais conclamando a população para participar do ato, além de exigir menos juros e mais emprego para o povo brasileiro. De acordo com o documento, “como bem demonstra o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), o caminho do desenvolvimento é outro”. “Passa pelo fortalecimento do papel indutor do Estado, pela garantia de contrapartidas sociais para os investimentos com recursos públicos, pela indução do crescimento com geração de emprego e distribuição de renda”.
Para Ubiraci Dantas (Bira), vice-presidente da Central Geral dos Trabalhadores do Brasil (CGTB), também presente na reunião, “as forças progressistas se uniram para promover o desenvolvimento do país, criar emprego e distribuir renda”. “O presidente do Banco Central, Henrique Meirelles, busca sabotar todo este forço do governo e da sociedade, aumentando os juros para promover a sangria do Orçamento em benefício dos especuladores”.
“O que o movimento social está condenando é o uso do argumento da inflação pelo BC para aumentar os juros, que já são os mais altos do mundo. Isso representa um boicote ao desenvolvimento nacional, pois inviabiliza o investimento, joga contra a produção, o PAC, a reforma agrária e os programas sociais”, ressaltou Bira.