POR QUE A INFLAÇÃO É MAIOR NO NOSSO BOLSO?

Discutindo com os Diretores do SINDPD a cerca dos índices de inflação de 2007, todos eles, sem exceção, reclamaram que os índices publicados parecem menores que aos do nosso dia-a-dia, resolví então pesquisar o porque a inflação do nosso bolso parece ser maior que a inflação medida pelos mais diversos institutos de pesquisa.

Encontrei este texto, de autoria da Jornalista SANDRA SILVA, publicado no DIARIO DO COMERCIO - ESPECIAIS, que poderá ajudar você a entender um pouco essa diferença.

nacb1904 13 - nacb1904 13

Em supermercados, lojas e até na padaria é comum ouvir a reclamação de algum consumidor sobre a alta dos preços. O que parece até contraditório, já que índices de inflação, como o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) da Fipe, que mede a alta do custo de vida na cidade de São Paulo, têm apresentado recuo. O resultado de março, por exemplo, de 0,12%, foi o menor registrado desde julho do ano passado. Mas, se é assim, porque essas variações não são percebidas pelo consumidor?

Há várias razões para isso. O índice de inflação é uma variação média dos preços. Além disso, mede os gastos médios de consumo de famílias de várias faixas de renda, o que pode gerar inúmeras diferenças.

A atualização dos pesos de cada gasto nesses indicadores também não é feita anualmente, o que deixa defasagens ainda maiores nos hábitos de compras mais pontuais de cada família. Há dez anos, por exemplo, os gastos de Internet não eram tão significativos no orçamento familiar como são atualmente. As despesas com lazer também tinham outras características (e preços), e até as de alimentação sofreram, nesse período, muitas alterações.

O coordenador do IPC da Fipe, Paulo Picchetti, explica que há, em alguns índices, a concentração em um determinado segmento. “No IPC, por exemplo, os produtos industrializados são os que têm maior concentração”, diz.

Piccheti lembra também que o consumidor não avalia direito os preços porque leva em conta apenas a alteração de valor de um produto específico. “O comprador verifica que uma determinada mercadoria sofreu uma alta de 20% e acha que a inflação é equivalente”, acredita ele.

Percepção – Para o supervisor financeiro da Cohab e professor de economia do Mackenzie, Vladimir Fernandes Maciel, essa percepção dos preços é ainda mais difícil porque pouca gente tem tempo para fazer pesquisas em vários estabelecimentos comerciais.

Para complicar um pouco mais, grande parte dos índices é nacional, ou seja, não leva em conta as diferenças de preços de determinadas regiões. “No interior, o custo de vida é mais baixo, o que influencia a cesta de preços”, afirma.

Para os economistas, é importante destacar que, no momento de fazer as compras, é difícil notar a noção de preços de cada produto. Por exemplo, fica difícil definir quanto – em percentual – subiu um determinado item que custava R$ 100,00 e passou a R$ 101,00 e, mais tarde, a R$ 101,61. Neste caso, o primeiro reajuste foi de 1%, e o segundo, de 0,6%.

Alguns gastos pessoais, como os de contratos de aluguel e de financiamento da casa própria, também variam mais, ou menos, de acordo com o índice de correção escolhido pelas partes. A dica dos economistas é que, na hora de fechar o contrato, o consumidor tente adotar um índice que se aproxime mais de seu perfil de consumo. “Na cidade de São Paulo é o IPC que mais se aproxima dos gastos médios da população”, afirma Maciel.

E mais: na hora de comprar algum produto pelo crediário, o consumidor costuma se lembrar apenas do valor da prestação e não leva em conta o juro incluído na aquisição a prazo – a alta do preço do produto – embutida na venda.

Controle seus gastos –Os economistas explicam que, apesar das diferenças, é possível calcular a inflação no bolso de cada consumidor. Para isso, é preciso montar uma planilha com todos os gastos de um mês, desde o cafezinho até aqueles gastos extras que ocorrem mensalmente. Feito isso, é preciso multiplicar o preço unitário do produto pelo total de unidades consumidas. Por exemplo, 20 cafezinhos com valor unitário de R$ 1,20 seriam equivalentes a R$ 24,00 no final de um mês.
Somados os gastos, chega-se à cesta de despesas do mês. No mês seguinte deve ser feito o mesmo controle, não deixando escapar nenhuma despesa. Para saber qual a inflação pessoal, basta dividir o total do mês corrente pelo do mês passado. Subtrai-se 1 do resultado obtido na operação anterior e multiplica-se por 100.

Para simplificar a soma dos gastos é melhor dividir os grupos em habitação, transporte, despesas pessoais, vestuário, saúde e alimentação. “Nos últimos anos os gastos que mais têm subido são os de habitação”, diz Paulo Pichetti, economista da Fipe. No IPC são justamente essas as despesas que têm tido o maior peso na inflação final (32,79%).

Feita essa divisão, fica mais fácil definir e controlar os gastos, de modo a diminuir ainda mais as despesas pessoais.

Uma resposta para “ POR QUE A INFLAÇÃO É MAIOR NO NOSSO BOLSO? ”

  1. berenice sampaio da silva disse:

    No meu ponto de vista a inflação esta alta por causa do aumento dos preços do petroléo e também pela falta de responsabilidade dos nossos governantes.Deveriam diminuira as taxas de exportação, nossos governantes podem tudo e só querer que eles congelam os preços… más não querem ter prejuizos, para que tantos impostos????A ganançia dos nossos governantes esta acabando com o planeta terra. Para que coleçionar tantas riquezas com tanta gente passando fome? acorda mundo!!!!.

Deixe uma resposta.